O TERRÍVEL Machismo das Mães

Outubro 22, 2009
Esse texto é bacana, texto a ser discutido, debatido… (EU não sou nem machista nem feminista…)
Existe uma relação direta entre machismo e violência contra a mulher? Nas culturas em que o machismo é epidemia social haveria mais casos de violência sobre a mulher? Parece que sim. Basta ouvir as denúncias das vítimas, veiculadas na mídia ou expressadas por uma ativista dos direitos humanos.

Embora vítimas do machismo, as mães não capazes de educar os seus filhos para serem não-machistas. Pergunto-me por que elas não os educam, desde pequenos, para ajudar nas tarefas domésticas, como arrumar seu quarto, lavar os pratos, aprender a fazer um arroz, um café, ou fritar um ovo. Por que as mães de hoje tendem a se submeterem aos filhos autoritários, ou seja, por que são passivas diante da atitude mandona deles, por exemplo, para lhes trazer isso ou aquilo?

Além de obedecer passivamente, há mães que acham bonito ter um filho “mandão”, “durão”, “fodão”. Antigamente – e até hoje – mulheres se submetiam ao autoritarismo “normal” do pai e, depois que casavam, tinham que submeter ao seu senhor e marido. Algumas o chamavam “meu senhor-marido”. A cultura patriarcalista tem o pai como a lei (a “Lei-do-Pai, segundo Lacan); ele é a autoridade; “o pater, designa-se originalmente uma paternidade ao mesmo tempo política e religiosa, e não é senão por via de conseqüência que ela concerne à família” (JULIEN, P. 1997: 43). O poder do pai torna-se um dia o da família, o pater famílias, cuja conseqüência é o dominus, o senhor da casa (domus).

Hoje, época em que o pai perdeu o seu dominus, porque sua lei – a Lei-do-Pai está em declínio – há um vazio de poder paterno nos lares (domus); as esposas-mães de nossa época são mais autônomas em relação ao marido mas não conseguem preencher o vazio do poder do pai e nem conseguem se livrar das ordens e das imposições dos filhos. Quando uma mãe se cala diante de um “eu quero” do filho, de um “vou sair”, ou da sua falta de respeito por não fazer o que ela lhe pede, pode tanto reforçar a imagem de submissão feminina como valorizar indevidamente o machismo precoce do filho.

Também, me pergunto por que algumas mães “autorizam” o filho denegrir as meninas, chamando-as de bobas, “chatas”, fracas, inferiores? Por que essas mães não educam os filhos para eles serem mais companheiros das meninas, mais respeitosos e “iguais” a elas?Muitas vezes uma mãe deixa passar uma “brincadeirinha” machista do filho, que Freud denomina de chiste. Por exemplo, “brincar” de fazer da mãe sua “escrava” ou dizer “estou mandando”, são sinais precoces de machismo autorizado com vistas a se transformar em traço de caráter.

A cultura machista tradicional ainda existente em boa parte do planeta leva o todo da sociedade a investir mais nos meninos e rejeitar as meninas. Meninos, nessa cultura, representam mais força física para sustentar a economia baseada na estrutura de subsistência familiar. Há países cujo machismo é tão cruel que faz das mulheres serem desprezados e serem socialmente invisíveis. No Brasil ainda há casos em que é mais valorizado o nascimento de meninos do que de meninas; alguns não conseguem disfarçar sua admiração mais a um filho porque é homem do que uma filha por ser mulher.

Muitas mães ainda educam os filhos para não demonstrarem emoções, reprimirem o choro, o medo e a dor. Pouco a pouco eles aprendem a silenciar seus sentimentos, emoções, desejos, falhas de desempenho. Quando adultos, suportam carregar a “couraça caracterológica” que o protege e também o aprisiona. Já as meninas são autorizadas a chorar, devem ser boazinhas, subservientes, obedientes, dependentes. Sempre. Desde cedo, alertam as meninas para ter muito cuidado com os meninos “terríveis”. Exortam o menino “macho” para ir à luta, ser aventureiro, ser namorador… De modo que, quanto uma adolescente fica grávida a responsabilidade dificilmente atinge o rapaz educado de modo machista. A educação não-machista dos meninos faria deles pessoas mais responsáveis na condução da sua vida e dos outros também.

Há pais que não poupam carinho “de graça” para os seus filhinhos, enquanto as filhas precisam tornar-se visíveis para receber algum afeto positivo. O fato de as meninas serem mais carentes não é totalmente negativo para o desenvolvimento de suas personalidades porque essa falta essencial pode gerar nelas um forte desejo de estudar e de se esforçar para ganhar a concorrência profissional. As mulheres são hoje quase 60% das vagas nas faculdades do Brasil. Elas hoje ultrapassaram os homens ocupando vagas nas universidades e se destacando nas diversas profissões de nível superior. Contudo, ainda há um número significativo de mulheres que terminam desistindo de fazer carreira profissional porque os valores machistas assimilados exercem pesada influência nelas para terem como única meta de vida um bom casamento, ou seja, para serem dependentes eternas de um marido “machão”. Novelas de época, como a atual “Alma gêmea”, demonstra tais valores sendo predominantes.Meu recado para as mães é: parem de fazer do filho um machista, porque a vítima pode ser a você, a família, toda a sociedade e ele próprio.

Bibliografia:
BADINTER, E. Sobre a identidade masculina. Rio: N. Fronteira, 1993.
JULIEN, P. A feminilidade velada: Aliança conjugal e modernidade. Rio: Companhia de Freud, 1997.
MATARAZZO, M. H. Nós dois: As várias formas de amar. São Paulo: Gente: s.d.

Fonte: http://www.espacoacademico.com.br/057/57lima.htm


“Dar a Luz” – Tudo parece desnecessário antes do nascimento…

Outubro 19, 2009

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Palavras do Max Lucado, que fala com tanta  propriedade a  respeito dos  sofrimentos,   limitações  dessa  vida….  resumo feito por Vanessa:

-Quando somos gerados, iniciamos a formação do pulmão, porém, não respiramos pelo nariz e nem pela boca. Temos cabelo e sobrancelha e de nada nos adianta dentro do ventre. Nossa boca não nos alimenta na placenta. Tudo parece desnecessário antes do nascimento. No entanto, assim que nascemos, tudo é extremamente preciso e necessário. Imagine nossa vida na terra, como um ventre, onde somos preparados para a vida eterna. Dessa forma, as limitações, que cada um possui, ás vezes, a audição prejudicada, as necessidades especiais, as limitações físicas, não façam sentido nesse tempo. Tudo pareça desconexo aqui, mas, aos olhos de Deus, tudo isso, nos prepara para a vida eterna, o nosso nascimento lá e naõ mais aqui.
A palavra diz em 2Co 4-17: que as nossas leves e momentâneas tribulações, estão produzindo em nós peso de Glória mui excelente! É por isso que Jesus não fica lamentando nossa condição hoje, mas, nos pede para nos arrependermos e nos convertermos dos nossos maus caminhos. Não olhando para aquilo que se vê, mas, para o que não se vê. Porque o que se vê é transitório, é passageiro, mas,o que não se vê é eterno.

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“LImpa primeiro o interior do copo e depois todo o copo ficará limpo.” Mateus 2:26

Obrigada Deus por tudo!

Beijocas

Iris Mussi


“Receita de Meninos”

Outubro 15, 2009

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Amei este texto que vi numa comunidade

Os meninos vem em tamanhos,pesos e cores variados.
Eles estão em toda parte em cima, embaixo, lá dentro, lá fora, pulando, correndo… As mães os adoram, as meninas os detestam, os irmãos mais velhos também, os estranhos os ignoram, e o céu os protege. Um menino é a verdade de cara suja, a sabedoria de cabelos desgrenhados, a esperança com uma rã no bolso.
Os meninos têm o apetite de um cavalo, a digestão de um avestruz, a energia de uma bomba atômica, a curiosidade de um gato; os pulmões de um político, a imaginação de um Julio Verne, a timidez da violeta, a audácia do tigre, o entusiasmo de um líder – e quando fazem algo, têm cinco polegares em cada mão.
Adoram doces, canivetes, serras, novidades, história em quadrinhos, o filho do vizinho, o campo, a água (menos do banho), os animais, o PAPAI, trens, domingos de manhã e carros de bombeiros. Detestam visitas, rezas, escolas, livros sem figura, aulas de música, gravatas, o barbeiro, meninas, casacos, adultos e a hora de dormir.
Não há quem se levante tão cedo, nem quem se sente á mesa tão tarde. Não há ninguém como eles para meter num só bolso um canivete enferrujado, uma fruta pela metade, um pedaço de cordão, um saco de pano vazio, dois bombons, seis moedas, um pedaço de algo desconhecido, e um autêntico anel supersônico de plástico e com um compartimento secreto.
Um menino é uma criatura mágica. Você pode fechar-lhe a porta do armário, mas não a do seu coração; pode expulsá-lo do estúdio, mas não da sua mente.
Todo o poder do mundo a ele se rende. Ele é o nosso amo e chefe, ele, que é só um monte de ruídos com cara suja. Porém, quando você chega em casa à noite, com suas esperanças e ambições destruidas, ele pode tudo remediar com um sorridente: OI MAMÃE!!!! OI PAPAI!!!!
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Meu mundo Azul…

Outubro 13, 2009

Os meninos estão ótimos, Gabriel ainda não fez a cirurgia, foi adiada denovo por causa de FEBRE sem sentido(DENOVO), mas está beem melhor e acho que daqui a 1 semana esse negócio sai!

Assim semana que vem resolvemos muitas coisas, vamos viajar, provavelmente vamos para BRASÍLIA, mas podemos mudar e ir para RECIFE, kkkk quanta dúvida, eu queria mesmo ir no RIO, mas 1 dia só não valeria a pena!!!

E que nossa senhora nos proteja e ilumine sempre nossas vidas, das nossas crianças e abra sempre nossos caminhos…
OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA mãezinha..

bjo bjo bjo, qualquer novidade importante volto, depois conto mais das viagens e etc… Só digo uma coisa, o seria uma HONEYMOOM, será uma FARRA em família, sim senhor! Pq nós somos novos e não temos juizo..

Iris Mussi

23092009 006Por detrás do arco-íris
Além do horizonte
Há um mundo encantado
Feito pra você
Onde um sonho colorido
Mora atrás do monte
Quero te levar comigo
Quando amanhecer

Vou te mostrar que é de chocolate
De chocolate o amor é feito
De chocolate
Choco, choco, chocolate
Bate o meu coração

Choco, choco, choco, choco, choco, choco, chocolate….
Choco, choco, choco, choco, choco é de chocolate.

23092009 128E numa casinha
De biscoito e de sorvete
Você vai me esperar
A cada anoitecer
Brigadeiro, rocambole e doce de leite
É só você tomar cuidado
Pra não derreter

Vou te mostrar que é de chocolate
De chocolate o amor é feito
De chocolate
Choco, choco, chocolate
Bate o meu coração

Choco, choco, choco, choco, choco, choco, chocolate….
Choco, choco, choco, choco, choco é de chocolate.

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Rir muito e com frequência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu. Isso é ter tido sucesso.

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Colo mágico

Julho 29, 2009

 Carregar o filho junto ao corpo voltou à moda. Descubra a importância do colo e a origem do sling por Deborah Trevizan, mãe da Isadora e do Pietro foto: Guga Ferri Nascer deve ser um tremendo susto. Dentro do útero, aconchegado e embalado 24 horas por dia, o bebê não precisa fazer nada para conseguir o que quer: comer, dormir… Está tudo lá. Do lado de fora, começa uma verdadeira batalha. Daí, só chorando mesmo. Qual a mãe que nunca ouviu, em forma de conselho, que seu filho está ficando muito no colo, que vai ficar mal acostumado e manhoso? Às vezes, até os próprios médicos aconselham a não atender nossas crias assim tão prontamente, tirando do berço ao primeiro sinal de desconforto, com o perigo de torná-los dependentes demais.

No livro o Bebê mais Feliz do Pedaço, o pediatra norte americano Dr. Harvey Karp conta a história de uma tribo no deserto de Kalahari, na África. Na tribo Kung, as mães carregam seus filhos por quase 24 horas, diariamente. Isto mesmo: andam, trabalham, comem, dormem sempre com os filhos grudadinhos, amarrados ao corpo por meio de uma tira de couro. Cientistas passaram algum tempo observando os hábitos da tribo e em relação aos bebês fizeram uma interessante observação: eles nunca choram ou, pelo menos, não choram desesperadamente como muitos bebês. Será que é uma coincidência ou eles são mais calmos por continuarem a ter seus desejos e necessidades satisfeitos imediatamente após o nascimento? Mães asiáticas, africanas e da América do Sul sempre privilegiaram o contato com o bebê e carregam suas crias para cima e para baixo em cangurus e carregadores (vale até lenços amarrados). Estas mães serviram de modelo para que diversos tipos de carregadores de bebês surgissem.

A idéia se espalhou pela Europa, EUA e chegou ao Brasil: cada vez mais mulheres usam slings, wraps, fast wraps, mei tais e cangurus. Há até um termo usado nos EUA para estes carregadores: babywearing, criado pela família do Dr. Sears, renomado médico que comprou a idéia do carregador de bebês moderno, com a incorporação de um par de argolas no lugar do tradicional nó. Segundo o conceito do Dr. Sears, o sling é o instrumento, mas o objetivo principal é o colo. Este costume chegou ao Brasil por meio de mulheres que tiveram contato com carregadores estrangeiros e o sling tem sido o preferido entre as brasileiras. Nosso toque foi dado com estampas, cores e tecidos leves. A pioneira na fabricação brasileira foi Analy Uriarte, mãe de Teodoro, Bruna e Frederico, desde 2003. Em 2007, Analy abriu a Sampasling com mais duas sócias. Ela conta que começou a fabricá-los para promover o babywearing, quando seu primeiro filho nasceu, há oito anos. Naquela época, as pessoas estranhavam ao ver o menino pendurado junto ao corpo da mãe. Três anos depois, quando a segunda filha nasceu, as coisas foram diferentes. “Existe uma desconfiança inicial, mas depois passa. O bebê quer colo mesmo e a mãe precisa usar os braços. Acho que o sling ficou adormecido, mas não esquecido”, afirma Analy, lembrando que hoje já virou moda entre famosas. Atualmente, Analy está radicada no Paraguai e promove um trabalho social para divulgar o babywearing.

Movimento mundial A onda virou um movimento mundial: no ano passado, aconteceu a primeira Semana Mundial do Babywearing. Mães de todo o mundo se reuniram com seus bebês a tiracolo. Em São Paulo, um grupo de mulheres também se organizou em um evento no Parque da Água Branca, zona oeste da cidade, com o nome de “Me amarro num colo”. A educadora Elly Chagas, mãe de Caetano, foi umas das organizadoras e esteve à frente do evento em São Paulo. “Procuramos destacar uma postura mais humanizada na relação entre mãe e bebê”. Ela conta que o evento teve a pretensão de ser apenas simbólico, mas se mostrou bem efetivo. Mães que não conheciam o babywearing apareceram e as mulheres presentes conversaram sobre a relação mãe-bebê e a importância do colo.

“Quem participou saiu diferente”, afirma. A teoria de que os bebês ficam mimados ou dependentes do colo é rebatida no livro O Bebê mais Feliz do Pedaço. Segundo o autor, mesmo se um bebê ficasse no colo por 12 horas ao dia, não poderia ser considerado um excesso, pois já seria uma redução de 50% do que ele desfrutava no útero, 24 horas. O carrinho é um lugar confortável e prático para mães e bebês, mas nem sempre é a melhor opção. Uma pesquisa feita pela Universidade de Dundee, na Escócia, analisou mais de 2.700 grupos de pais e filhos: os pais que empurravam seus filhos no carrinho em posição de costas conversavam menos com a criança, que geralmente ficava estressada. Por outro lado, bebês e crianças levadas de frente para quem as conduziam ficaram mais propensas a falar, rir e interagir. Ou seja, a atenção não faz mal e o colo é a forma mais natural de dar conforto e amor ao bebê, do mesmo jeitinho que era dentro do útero.

Para o pediatra Carlos Eduardo Corrêa, filho de Victor e Sylma, não existe mimo em relação à criança com menos de um ano. “Carente fica quem não tem”, diz ele. “É incoerente pensar que o certo é afastar o bebê da mãe, como acontecia desde o nascimento nos hospitais. Hoje, a maioria das instituições já adota o alojamento conjunto”, explica. Segundo o médico, seguimos uma tendência européia de evitar o contato físico. Ele ainda explica que estas regras impostas pela puericultura, divisão da medicina que trata de bebês, é algo que vem em um “pacote” de regras, aprendido pelos médicos em sua formação. Colocar hora e tempo para mamar, por exemplo, sugere uma rotina que não há razão para ser seguida por todos, pois cada família tem seu ritmo.

A psicóloga e psicopedagoga Eliana de Barros Santos, mãe da Mariana, da Rebeca e Laerte, concorda que dar colo é se entregar. “A mãe que não está disponível não exerce a maternidade em sua plenitude”, afirma. Foi esta entrega à maternidade que motivou a professora de dança Tatiana Tardioli (na foto de abertura, usando carregador indígena), mãe de Nina, a carregar sua filha para o trabalho, auxiliando outras mães neste período. Ela dá aulas de dança para mães e bebês na Casa Materna, em São Paulo, utilizando carregadores. “Eu dancei e dei aulas de dança durante toda a gravidez da minha filha. A doula que acompanhou meu parto sugeriu que eu lecionasse para mães e bebês ao mesmo tempo, mostrou como funciona este tipo de aula fora do Brasil. Aí criei a proposta do curso, somando minha experiência, conhecimentos sobre o corpo e cuidados com o bebê.” Afinal, qual é o problema em relação ao excesso de colo? “O colo deixa de ser saudável quando impede o desenvolvimento físico”, diz Eliana.

Em outras palavras, só não vale sufocar a criança e impedir seus movimentos. A pediatra Elga Castanheira, mãe do Rodrigo, do Ricardo, da Renata e do Rafael, afirma que qualquer excesso não é bom. “Houve uma época em que o colo e outras atitudes de cuidado com os bebês foram consideradas cuidados extremos e desnecessários. Isto felizmente já mudou e atualmente sabe-se que o carinho é fundamental para o desenvolvimento da criança. A amamentação não é feita no colo?”, completa. Mãe canguru Outra prova de que colo faz bem é o método conhecido com Mãe Canguru, muito utilizado com bebês prematuros. O Método Mãe Canguru foi inicialmente desenvolvido em maternidades da Guatemala onde a falta de incubadoras fez com que pusessem os bebês dentro das roupas das mães para mantê-los aquecidos. Desde então tem demonstrado beneficiar muito recém-nascidos permitindo que eles regulem melhor seu ritmo cardíaco e sua respiração, melhorem o sono, cresçam mais depressa e com menos choro e recebam alta antes dos prematuros que não usaram o método. T

ipos de carregadores Sling: “Slingar” um bebê é transportá-lo junto ao corpo, sustentado por meio de uma faixa. Há slings que funcionam como uma “rede”, inteiros, onde os bebês se acomodam. Outros têm argolas e podem ser ajustados. Wrap: É um pano que tem de 4 a 6 metros de comprimento e é amarrado dependendo da forma em que o bebê é colocado. Ele pode ser carregado na frente ou de costas, com uma boa distribuição de peso. Fast Wrap: Uma variação do wrap.

Prático para passeios ou uso domiciliar. Não tem fivelas, zíperes, nenhum ajuste e vem em 5 tamanhos. Dá para carregar o bebê em várias posições: na frente, nas costas ou de lado, dependendo da idade e do desenvolvimento. Quando a criança dorme, é só puxar o tecido para apoiar a cabeça. Canguru: é o mais tradicional. É como se fosse uma cadeirinha com fivelas reguláveis. Pode ser usado na frente ou nas costas de quem o leva. A posição do bebê também pode variar entre virado para quem o carrega ou de costas.

Mei Tai: Com origem na Ásia, seu formato pode ser quadrado ou retangular e tem alças em cada canto, que são amarradas na cintura e passam pelos ombros e costas. A professora de inglês Heather Allan da Silva, mãe de Emily, Anna Elisa, Luca, Logan e grávida do Leo, usa muito o Mei Tai.

 “A vantagem é poder colocar bebês maiores com apoio nos dois ombros, mas mantendo as pernas em uma posição que não sobrecarrega a coluna da mãe.”


Tão simples assim… tão humano assim… tão velho assim e atual assim

Julho 24, 2009

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“O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu” – Davi antes de enfrentar Golias. 1 Samuel 17; 37

  

 

 

 

“Tão simples assim, como em todas as nossas ancestrais. Tão simples assim… foi anunciada a gravidez à mãe de Jesus, pelo anjo Gabriel, e ela se pôs à disposição na música de Haëndel no oratório Magnificat: “quia fecit mihi magna, et santum nomen eios, qui potens est”.

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Cesárea de Gabriel::09 de Setembro de 2007

Tão simples assim os hormônios se conjuminaram, a barriga se arredondou, o médico disse: vai ser em torno do dia 5 de agosto, a índia velha falou: vai ser no quinto dia da virada da lua, tão simples assim.

 E todos nasceram iguais, de cabeça para baixo, ou primeiro os pés para os céus, mas quando crescidos alguns teimam em ter os pés nas nuvens e a cabeça no céu… e outros os pés na terra e a cabeça no céu… cada um é cada um.

A mãe sonha: se for menino, vai ser doutor, pianista, presidente da república, operário, cantor do Coral da Fundação, e seu nome vai ser Antonycleidson Milord da Silva; se for menina será Gizelle Bünchen Sinatra Bin Laden “da Silva”, não, não, vai ser o nome daquela vizinha tão certinha e caladinha, não, não, será o nome sonoro e moderno como uma personagem da novela das 20h, Flora Donatella… o pai bate o pé que tem que ser Clemenciana, em homenagem à avó…

Tão simples assim a cabeça desponta para fora… um se torna dois, um seio farto e aconchegante na primeira refeição e o abraço de mãe protegendo-o do mundo.

Tão simples assim… tão humano assim… tão velho assim e atual assim.”

Attilio Carattiero

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“…Parto do Princípio
Porque parto com amor
É parindo que me reparto
E sempre me multiplico
Desde o princípio…”

 

 

“Ela é a batida de um coração ?
Ela é uma doce ilusão?
Mas e a vida? Ela é maravida ou é sofrimento?
Ela é alegria ou lamento?
O que é? O que é, meu irmão?
Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo
Há quem fale que é um divino mistério profundo
É o sopro do criador numa atitude repleta de amor
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é, e o verbo é sofrer
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós qu e fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser
Sempre desejada por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte só saúde e sorte
E a pergunta roda, e a cabeça agita
Fico com a pureza das respostas das crianças
É a vida!e É bonita é bonita!”

Ótimo final de semana!!!

Iris Mussi

CADASTRE-SE


Ai, que alívio!O que fazer com a dor do parto?

Julho 17, 2009

Escrito por  Maíra Libertad Enfermeira, Doula e Professora de Enfermagem

Mas eu tenho medo da dor, sabe? Não sei bem como vai ser isso de ter contração… Dizem que dói. Já ouvi falar até que é a pior dor que existe…
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Creio que a maior parte das mulheres, antes de parir, manifesta em algum momento algum nível de preocupação com relação às contrações durante o trabalho de parto. Será que dói? E se doer? Será que eu vou agüentar?

O modo como cada uma quer manejar a dor durante as contrações é um item importante do plano de parto e, para tomar decisões com relação a isso, é importante saber que há mais de uma alternativa.

 E que seria interessante pensar em termos de contrações, mais até do que de ‘dor’. Não, não estou negando que ter contrações e passar pelo trabalho de parto envolve algum nível de dor. Ela existe e seria um equívoco muito grande dizer que não. Mas cada uma, depois de passar pela experiência, é que vai poder dimensioná-la.

… exemplos tirados dos relatos Conte seu Parto:

‘Eu sabia que quando a bolsa estoura as contrações apertam. E foi o que aconteceu. Elas ficaram bem próximas, mas a Ana Cris me lembrava que faltava muito pouco, pra eu aguentar esse finalzinho porque a dor ia sumir. O expulsivo seria só pressão e outras sensações. E assim foi.’ (Meire Santos)

‘Imaginei que fosse dar um salto enorme na intensidade da dor e eu fosse sofrer muito com a introdução da ocitocina. Mas não. Quando o trabalho de parto engrenou, senti um imenso prazer. A música tocando baixinho, as mãos suaves e o doce cantarolar da Cris: “Abre-te, Dani, Abre-te Dani, como as pétalas de uma flor…” foram as maiores dádivas até 5 centímetros de dilatação.’ (Daniela Buono)

‘Ela fez o toque e constatou 7cm, mas disse que o líquido havia ficado mais escuro e resolveu me colocar no cardio sei lá o que, para escutar o coração do bebê. Ali eu comecei a me desesperar, vi que ela ia me transferir. O psicológico com certeza influi, pois parecia que as dores tinham quintuplicado ali na hora. Ali, na mesa, deitada, me descontrolei e falava sem parar para a Rose (a enfermeira): “Rose, Rose, você sabe o que você vai fazer comigo, né? Vai me transferir e me farão uma cesárea! Rose, por favor, eu conheço casos de bebê com mecônio em parto normal, não faz isso comigo!”‘ (Daniela Oliveira)

‘Eu vim para casa, e me senti bem mais calma aqui. Tomei um banho delicioso. Mas ao cair da noite veio a ansiedade… Ué, cadê as dores??? Por que não sinto nada??? Só contrações…regulares, mas sem dor. (…) Ele me examinou e constatou que eu já estava com 5 cm!!! Acreditam? E nada de começar as dores. Ele então disse que iria me internar, pois em breve eu teria o bebê. (…) Eu caminhava pelo banheiro e cada vez que vinha a contração corria para o vaso sanitário… Não sei porque, mas aquilo me dava um baita alívio. E a cada contração eu sentia jorrar um monte de líquido pelas minhas pernas. Eu estava descalça e era um pouco escorregadio, mas tão quente… Eu me sentia tão feliz por poder viver cada uma daquelas sensações sozinha, sem ninguém…’ (Daniela Aragão)

Então, cada uma vai sentir de um jeito, que só vai ser possível saber na hora e, do mesmo modo, cada uma vai encontrar a sua forma de lidar com as sensações que as contrações vão trazer. O que eu proponho aqui é pensarmos em duas escalas que correm paralelamente: uma que é a evolução da intensidade das contrações (e, consequentemente, da intensidade da dor envolvida – seja ela de que tamanho for) e outra que é uma escala de possíveis intervenções para driblar e vencer essa dor.

Se eu perguntar para você agora ‘O que você faz quando chega em casa, depois de um dia cansativo, com uma pontinha de dor de cabeça?’, você vai me responder o quê? Creio que você não vá me dizer que se internaria num hospital para tomar uma anestesia geral. Então, a proposta é essa. Pensar numa gradação para dor que pode ser acompanhada por uma gradação nas intervenções para alívio da dor. Muito provavelmente, a maioria das pessoas que sentem uma pontinha de dor de cabeça ao final de um dia cansativo de trabalho consegue associar essa dorzinha ao stress, ao trânsito infernal na hora do rush, aos conflitos no trabalho. Há uma causa conhecida e ninguém associa de imediato esse tipo de desconforto com um tumor no cérebro ou coisa que o valha. Sendo assim, as respostas à essa dorzinha podem começar com tirar o sapato e a roupa, tomar um banho quente, ouvir uma música relaxante, comer uma comidinha gostosa, tomar um cálice de vinho, dormir ou namorar com o marido. E podem chegar, claro, até a opção de tomar um analgésico mais potente, caso o incômodo seja mais forte e não permita sequer curtir esses momentos relaxantes (e altamente prazerosos).

Foi só um exemplo. Porque sabemos que a dor que tem origem nas contrações do útero durante o trabalho de parto tem uma outra função e uma outra característica muito diferente das dores que refletem incômodos, agressões ou lesões ao organismo. É uma dor benéfica, digamos assim. Que diz respeito a um trabalho muito bonito e muito bem orquestrado pelo corpo para, a cada contração, estimular a abertura da passagem por onde o bebê vai sair naturalmente. E é uma dor que traz de brinde os intervalos para o descanso e a certeza de que, a cada uma que passa, é menos uma para o momento indescritível de ver seu bebê fazendo caretinhas gostosas no seu colo e pedindo seu peito. Vale a pena, não?

Mas a idéia das escalas é útil aqui também. Conforme vai aumentando a intensidade das contrações, há alternativas diversas de que podemos lançar mão para vencê-las e que podem ser organizadas também numa certa ‘gradação de intensidade’. Eu acredito que pode ser útil enumerar aqui algumas dessas alternativas, lembrando sempre que muitas vezes é só a própria mulher, sentindo a contração, que vai achar a sua alternativa, adequada e eficiente para aquele momento e que pode variar desde uma mudança de posição até rezar com fé para um santo de devoção. Tudo é válido.

Vou fazer aqui um parênteses para explicar de uma forma bem sintética aquilo que conhecemos como ciclo ‘medo-tensão-dor’, só para justificar essa idéia de que quase tudo, por mais esquisito que pareça, pode ser usado como antídoto para a dor da contração. Esse ciclo é um modelo que explica como é que se dá a dor no corpo da gente e funciona mais ou menos assim: ter medo gera tensão, tensão aumenta a intensidade da dor e, principalmente, a percepção que a pessoa sob situação de medo e tensão tem da dor. Mais dor, mais medo. Mais medo, mais tensão. Ou seja, um ciclo vicioso em que uma coisa vai retroalimentando a outra. Esse é um modelo explicativo que tem fundamentação científica e que várias pesquisas já confirmaram.

Sendo assim, eu diria que lá no início da nossa escala de intervenções para alívio da dor vêm aquelas condutas que visam minimizar o medo e diminuir a tensão. Os equivalentes, no trabalho de parto, a ‘tirar o sapato, a roupa e tomar um banho’ lá do nosso exemplo da dor de cabeça no final do dia. Ter informações, confiar no processo, estar acolhida por profissionais e acompanhantes afinados com os seus desejos, ouvir palavras de encorajamento, não precisar passar por situações de stress desnecessárias e por aí vai. Podíamos dizer que esse é um primeiro nível de condutas para aliviar a dor, ou, mais que isso, preveni-la, de certa forma. É a segurança de estar num processo sobre o qual você tem controle na medida em que isso é possível. Isso não faz sumir a dor, mas pelo menos tenta evitar que você entre no tal ciclo medo-tensão-dor e possa administrar melhor as sensações do seu corpo.

Depois, viriam as intervenções não farmacológicas para alívio da dor, que têm uma íntima relação com o relaxamento (a diminuição da tensão de que falei agora há pouco), com a possibilidade de se entregar ao processo fisiológico que está acontecendo no seu corpo e também de ‘distrair’ os teus sentidos, desviando o foco da dor para outras sensações. São os banhos quentes, as massagens, as técnicas de relaxamento e de respiração, a presença de um acompanhante de confiança, o uso da música, o abraço carinhoso do marido ou da mãe ou de quem for, o cafuné etc.

O apoio empático durante o trabalho de parto e essas técnicas não farmacológicas de alívio da dor não são crendices, misticismos, frescuras ou apenas uma coisa qualquer que pode ser tentada, mas não tem embasamento científico. Muito pelo contrário, a maior parte dessas estratégias já foi muito bem testada e encontra explicações na fisiologia do trabalho de parto e parto.

São uma opção real e efetiva para aliviar a dor das contrações. Funcionam mesmo e ler relatos de parto nos mostra isso a toda hora. Todas as mulheres têm lá seu relato pessoal de que uma determinada coisa (ou a combinação de várias), naquele momento, aliviou a dor (seja a chegada do acompanhante que estava atrasado, o banho quente no chuveiro ou na banheira, a massagem nas costas etc.).

Há aqui um outro tipo de intervenções um pouco diferente, que diz respeito à liberdade para mudar de posição e caminhar. Se você estiver livre para assumir a posição que quiser, por mais esquisita ou incomum que ela possa parecer, muito provavelmente alguma hora vai conseguir achar uma mais confortável, em que você vai se sentir melhor. Há uma série de explicações diferentes para isso: pode ser porque daquele jeito você auxilia a mudança de posição do bebê, se ele estiver em uma não muito favorável; pode ser que você deixe de sobrecarregar uma área que já está mais ‘cansada’ (as costas, por exemplo, ou o baixo ventre); ou porque naquela determinada posição você ajuda o trabalho do útero contraindo etc.

Aí, chegamos então ao finalzinho da nossa escala, que seriam as intervenções farmacológicas para alívio da dor, ou seja, a analgesia (comumente chamada de anestesia mesmo). É possível lançar mão de uma anestesia peridural ou raqui durante o trabalho de parto, mesmo que o parto vá ser normal.

A anestesia é uma intervenção e, como tal, não está livre de riscos e, por isso mesmo, tem suas vantagens e desvantagens. O que é preciso saber sobre ela? Em primeiro lugar, é importante saber que uma anestesia aplicada no começo do trabalho de parto aumenta, e muito, a possibilidade de parada na evolução e, por isso mesmo, aumenta as chances de mais intervenções serem necessárias e também aumenta os índices de fórceps e cesárea.

Sendo assim, quanto mais no finalzinho do trabalho de parto ela for usada (se você sentir que ela é de fato necessária), tanto menor a chance de complicações. Isso explica pensarmos em termos de uma gradação nessas intervenções. Quando as contrações estão menos intensas, começamos lançando mão de estratégias mais simples (mas não menos úteis). E assim vamos conseguindo vencer as contrações conforme elas evoluem, sendo que seu bebê pode nascer sem que seja preciso utilizar uma medicação para diminuir a dor, só com ações não invasivas, não farmacológicas, mas muito, muito efetivas. Porque nenhuma intervenção, nenhum medicamento é inócuo, sempre traz consequências e, sempre que possível, se pudermos não usá-los, melhor.

No entanto, se tudo tiver sido tentado e você sentir que atingiu seu limite e que a dor está insuportável para você, a analgesia é possível e, se bem utilizada, pode ser benéfica. A questão é: ela pode ser utilizada se VOCÊ sentir que é necessária, no momento em que VOCÊ pedir e, de preferência, se VOCÊ já tiver passado pelas outras tentativas todas. O ideal é que, conforme a dor aumenta, se vá lançando mão de tudo temos à mão em termos de alternativas aos medicamentos e a analgesia ter seu lugar como último recurso.

Conversar com seu médico sobre isso, conhecer os tipos de analgesias, discutir o momento em que ela pode ser usada, exigir que seja o seu limite e a sua solicitação o termômetro para a aplicação desse recurso, essas são atitudes muito úteis para tentar garantir um uso realmente necessário.

O alívio da dor tem muitas caras e pode ser conseguido de muitas formas. Pensar numa escala pode ser útil para ter em mente que, quanto menos invasivas as estratégias escolhidas, menor a possibilidade de complicações em decorrência do seu uso. E o resultado pode ser supreendente mesmo da simples presença de alguém ao lado segurando na sua mão! Vale a pena tentar… E deixar o uso de medicamentos (que trazem riscos de complicações para você, seu bebê e seu trabalho de parto) lá no fim da escala, para o caso de você sentir que precisa mesmo.

Dói sim, mas no final tudo compensa, a dor não chega nem aos pés do que é esse momento mágico, esse momento incrível que é dar a luz, parir, colocar seu filho, seu pedacinho no mundo. A dor não passa “daquilo” chega um ponto que você acaba se acostumando, é ter Fé, manter a calma e se consentrar! Toda mãe tem milhares de dúvidas, o ideal é tirar todas antes e se acalmar, relaxar e só pensar em tranquilidade… em ver seu filhinho(a) nos seus braços, e acreditem, passa rápido, no meu caso deu tudo errado, mas no final deu tudo certo! Cesareana de emergência e neném nos braços!

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O Parto Hoje [parte 1][parte2]

Julho 16, 2009
Nascimento
Nascimento

Ter um filho hoje é uma tarefa heróica. As opções não são muito animadoras, se levarmos em conta o que nos é oferecido como “sugestões da casa”… Em vários lugares do mundo, o parto é visto de uma forma muito natural e simples, e nem por isso levianamente. Geralmente são os países com menores taxas de mortalidade materna e complicações no pós parto, como Japão, Holanda, Inglaterra, os países da Escandinávia, e outros tantos.

No Brasil chegamos ao auge da medicalização do parto, e nem por isso nossas taxas de mortalidade e morbidade estão diminuindo. Na maioria das maternidades privadas, as taxas de cesárea chegam a 80, 90 ou até 100%! As opções que se nos apresentam são poucas e  desanimadoras: quando não é cesárea, é um parto normal repleto de intervenções… Eis como eles acontecem geralmente….Cesárea

 

A cesárea, em muitas ocasiões, é a única opção para salvar as vidas de mãe e bebê. Mas nem sempre essa cirurgia tem sido usada dessa forma, haja visto as atuais taxas a que chegamos. Não parece razoável imaginar que 90% das pacientes de um determinado hospital tenham problemas para dar à luz…

nasceu090913Dentro desse quadro atual, a expectativa é que em qualquer fase do trabalho de parto, ou mesmo antes dele começar, o obstetra chegue à conclusão de que você deve fazer uma cesárea. Nessa hora, você deixa de ser uma parturiente, para ser uma paciente cirúrgica. Os cuidados com assepsia são redobrados. As complicações são mais possíveis por se tratar de uma cirurgia de grande porte, os riscos são maiores.

Quando fica decidido que deve ser feita a cesárea, você é levada ao centro cirúrgico e é colocada na mesa de cirurgia. Você recebe a anestesia peridural sentada ou deitada de lado. Deita de costas novamente e os dois braços ficam presos a suportes laterais, para que não haja riscos de você contaminar a região aberta.
Um suporte é erguido à frente de seu rosto para aumentar a assepsia e para que você não veja a operação. O obstetra faz o corte em várias camadas até chegar ao útero. O anestesista ou o auxiliar empurra sua barriga por cima, enquanto o obstetra puxa o bebê pelo corte. O bebê é mostrado a você e levado para a sala de pediatria neonatal. O obstetra então deve fechar o corte e nessa hora é comum você receber uma pequena dose de sedativo para dormir nesse final de cirurgia. 

Você fica algumas horas em observação na sala de recuperação e depois vai para o quarto, para onde seu bebê é levado mais tarde para a primeira mamada.

[continua...]

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Parto Normal na Rede Privada
Quando escolhemos ter um bebê numa determinada maternidade, estamos sujeitas às regras daquele estabelecimento. Cada um tem seus protocolos, suas regras e diretrizes. Mas existem muitas coisas em comum nessas condutas hospitalares. Há uma grande preocupação em se evitar riscos, contaminações, e obviamente processos judiciais! Leia a descrição das condutas hospitalares mais comuns num parto normal.

O que se nota nas últimas decadas é que as maternidades privadas estão ficando cada vez mais parecidas com hotéis. Existem serviços de quarto, restaurante 24 horas, horário livre para visitas, lojinhas de conveniência, TV, frigobar, recepcionistas elegantes, berçários bem decorados, quartos pintados com cores delicadas, quadros nas paredes. Telões para anunciar a chegada dos bebês, sala de espera acarpetada com sofás de couro. São grandes empresas, cada uma procurando seu lugar ao sol nesse grande mercado que é o nascimento de bebês.

O grande drama, no entando, é que nessas mesmas maternidades, os índices de cesárea giram em torno de 75% até 90%. O que seria um lugar para a mulheres darem à luz seus bebês, virou um grande centro de cirurgias obstétricas. O evento natural tranformado em evento cirúrgico.
 

 Parto Normal na Rede Pública
A rede de saúde pública compreende hospitais do SUS, hospitais beneficentes e os universitários. Nessa gigantesca rede você pode encontrar desde tratamentos absolutamente desumanos e frios, até maternidades modelo com programas premiados de humanização do parto. Na somatória, existem menos vagas do que seriam necessárias para atender à população. É comum a mulher perambular por vários hospitais, em trabalho de parto, andando de ônibus ou taxi, em busca de uma vaga. Também é comum ela só ser admitida quando chega no período expulsivo.

Na grande maioria desses hospitais, o parto ainda é tratado da forma mais tradicional, onde depois de achar uma vaga, a mulher passa horas numa sala de pré-parto com mais outras mulheres, sem acompanhamento ou atenção especial, sem informação ou liberdade de movimentação. Quando chega a hora do bebê nascer, é levada à sala de parto, onde tem um tratamento impessoal e distante. Se grita ou chora, é recriminada. Leia um poema comovente descrevendo como é a sensação numa hora dessas…

Em grande parte desses hospitais as complicações são percebidas tardiamente, levando a problemas futuros para mãe ou para o bebê. O consolo é saber que existem brilhantes iniciativas pelo Brasil afora. Hospitais que atendem à população carente com carinho e atenção que lhe é devida. Locais onde cada mulher é tratada por seu nome, onde seus direitos são respeitados, onde sua saúde é decentemente cuidada, onde seus bebês são recebidos com dignidade.
 

A ALTERNATIVA

Você pode chegar à conclusão que não é assim que quer ter o seu bebê. Pode querer um novo prato que parece não existir nesse cardápio. Existe alguma outra forma de ter um bebê? Sim.

nasceu090914

Acreditamos que humanizar o nascimento é adequá-lo a cada mãe, a cada pai, ou seja, à família envolvida em cada nascimento. A técnica não pode tornar-se mais importante do que as pessoas envolvidas!


Memórias de um Ex-cesarista

Julho 13, 2009

“ Antes eu era um obstetra normal. Era chamado para as festas corporativas de final de ano, dormia a noite inteira e raramente recebia ligações de gestantes nos feriados. E se acontecesse, eu ligava para um colega de plantão e ele operava pra mim. Tinha uma vida social e ia a todos os compromissos pré-agendados, inclusive minhas cesáreas. Tudo pontualmente. Foi quando conheci a Clara, uma enfermeira recém formada em obstetrícia, contratada para humanizar o parto numa das maternidades em que eu operava. Essas “pressões do governo para reduzir cesárea, sabe como é. Pensei que fosse só pra constar. Afinal, eu já tinha uma postura muito humanizada, oras. Entre a extração do bebê e a seção de tubos nasais da pediatra, eu mostrava a criança rapidamente para a mãe, que ficava emocionada. Mas a pediatra precisava fazer o trabalho dela e isso era o prioritário naquele momento. A mãe teria o resto da vida para curtir. Uma noite sem ele, não mudaria nada.

 Enfim, esta Enfermeira começou a conversar com as gestantes que chegavam antes de eu chegar, até que um dia, as peguei numa posição constrangedora: ela e a “mãezinha” de cócoras! Até então só tinha visto tamanha acrobacia em filmes eróticos muitos selecionados. Peguei a doente e operei antes que acontecesse algo pior. Um dia quando fui ao hospital após a ligação de uma paciente “pós-termo” (40 semanas) e, enquanto me paramentava, escutei um gemido suave e um choro de bebê. Corremos para salvá-los, mas já era tarde. O feto nasceu de um parto completamente “contaminado”. E por sorte, ficaram bem, e tiveram alta após uma semana de nosso ritual de descontaminação. Fizemos o que pudemos: antibióticos, desinfecção, . Nunca cheirei tanto éter na vida. …

Por pouco não cai no chão. Nas mãos de uma enfermeira que dizia “Acostume-se, `doutor´, no futuro os partos serão assim…” O que ela sabia sobre futuro com estas práticas retrogradas? Foi muito traumatizante pra mim, mas pelo menos, ambos sobreviveram. O que mais me preocupava era: como aquela criança conseguiu nascer – e bem – sem um médico por perto. Isso ia contra tudo o que eu havia aprendido e acreditado. A gota d´água para eu deixar aquela maternidade foi no dia em que essa irresponsável acendeu um incenso e colocou o CD da Enya… `Pra relaxar´, dizia ela. Pois eu pedi contas imediatamente! Dois meses depois já tinham reduzido a taxa de cesárea de 95 para 75%. Era demais para mim e eu não poderia compactuar com os riscos a que estavam submetendo mãe e feto naqueles partos sem controle. Parecia até que o parto era das mulheres, não um ato médico! Neste novo emprego, contei para o diretor-médico todas as coisas que fui obrigado a assistir e acabei me abrindo demais ao contar que estava fazendo análise por causa desses traumas.

Numa dessas seções, até chorei. Mas este colega compartilhou de minha dor e foi solidário ao garantir que isso só se repetiria por cima do cadáver dele. Mas aí ele morreu no mês seguinte e o substituto colocou como principal meta diminuir as cesáreas, meu Karma. Eu estava quieto na minha… Mas quando vi meus próprios colegas de plantão oferecendo água pra parturiente em pleno trabalho de parto, não pude me conter! O que mais faltava acontecer? Abolir a episiotomia de rotina? Foi o que aconteceu… Decidi que trabalharia numa maternidade particular, onde jamais seria importunado. Novamente comecei muito bem até que auxiliei na cesárea de um colega mais cesarista que eu. Ele conversava sobre a festança de reveillon que tinha promovido e que passaria o carnaval na Bahia, por isso estava “desafogando” sua agenda. Parei para olhar aquela cena… Percebi que o assunto ignorava completamente o belo momento que estava acontecendo e que ele estava operando várias grávidas só pra poder viajar no feriado. Percebi que eu já havia feito aquelas coisas, mas ver outra pessoa fazendo igual me despertou algo estranho… Como uma lamentação. Com o papo, ele acabou esquecendo de mostrar o bebê à mãe. Numa sexta fera, outro colega me ligou agendando uma “cesárea de emergência” (por cordão enrolado…) para a terça seguinte. Por mais tapado que eu fosse, tinha outro entendimento sobre emergência… Assim foi indo… Mas devagar essas situações começaram a me incomodar. Tempos depois, uma gestante chegou ao meu consultório com 12 semanas já falando que teria um parto normal. Vê se pode… Nem estava na época de pensar nisso! Primeiro teria que dar tudo certo – tudo mesmo! – e durante o pré-natal certamente apareceria alguma intercorrência que me obrigaria a indicar a cesárea, era sempre assim. Mas eu disse que tudo bem porque este era um uma situação distante e concordei que parto normal era melhor, desde que TUDO estivesse perfeito. As semanas estavam se passando e e nada dela aparecer com sequer um exame alterado.

E olha que o que eu mais pedia era exame! Pior é que eu era representante dos médicos no conselho do hospital e tinha uma reunião para reivindicação de um novo centro cirúrgico exatamente na mesma época prevista para este parto. Esta reunião me traria status na corporaçao. Mas seria muito azar ambos acontecerem exatamente no mesmo dia e na mesma hora! Então continuei procurando meus motivos minimamente coerentes para operá-la antes e me salvar do meu destino incerto… O grande dia chegou. Ela entrou em trabalho de parto sem um sorinho sequer, pode acreditar. Cheguei logo depois tenso porque o “muito azar” aconteceu e estava quase na hora da tal reunião. Ela estava abraçada ao marido e, vai entender, tinha escurecido o quarto. Fiquei desconfortável, porque como eu faria meus procedimentos altamente tecnológicos sem luz? A hora da reunião se aproximava e os participantes muito ocupados, não me esperariam e os colegas me matariam se eu não aproveitasse a oportunidade. O novo Centro cirúrgico beneficiaria a todos que poderiam operar mais e atrair mais convênios para si e para o hospital. E eu lá preso!

 Já estava nervoso com a pressão alta – Nao da gestante, a minha! Saí, voltei, saí de novo e quando voltei peguei a parturiente numa posição que nem minha mulher fazia nos melhores dias: de quatro. Custou, mas consegui o telefone daquela profética enfermeira obstetra. Ela me pediu pra ficar calmo e que o parto se faria sozinho, se eu deixasse a natureza agir. Que mane natureza! Quase xinguei, mas estava tão tenso que decidi relaxar. Já tinha perdido a reunião mesmo e o pior que poderia acontecer era o bebe nascer sem dar tempo de eu chegar a porta ao lado. Fui para o quarto dos médicos em alfa. Uns disseram que eu tinha que ficar lá, fazendo alguma coisa, que eu estava maluco… “Negligencia!”, nem liguei. Acho até que a paciente não me queria lá naquela hora. Coloquei a Enya no meu MP4 e cochilei. Acordei duas horas horas depois com a supervisora me chamando.

 Quando cheguei no quarto dela, já não pude fazer mais nada, senão ver aquele bebê coroando e saindo de sua mãe. Sem fórceps, sem episio, sem nada. Na cama. Antes que eu pudesse chamar o pediatra, ela tomou o filho em seus braços e começou a niná-la entre lágrimas e devaneios. Eu precisava fazer alguma coisa, qualquer coisa, mas fiquei estático. Parecia que se eu me aproximasse, estragaria algo, sei lá. Por incrível que pareça, achei lindo e me deu um nó na garganta. Mas eu tinha que parecer profissional e não me emocionar. Não havia laceração (nem sabia que era possível nascer sem episio), o sangramento foi moderado, mas logo cessou e eu mesmo pedi ao pediatra para não levar a criança para o berçário. Mal podia dirigir de volta pra casa. Estava deliciosamente chocado. Comecei a ver as coisas que estavam na minha frente o tempo todo e jamais pude ver.

Me arrependi pelos tantos procedimentos que executei, sem criticar. Lamentei as oportunidade de crescimento que furtei as famílias em meu benefício. E o melhor de tudo: percebi que não precisava continuar sendo assim. Fui pra casa, li o site da Parto do Princípio, HUMPAR, Amigas do parto, me perdi em tantos blogs, em especial o da Dydy (hehehe) e, confesso, me filiei à REHUNA. Isso foi há dois anos. No 1º ano, me tornei o médico que mais fazia partos normais na região e isto me levou a conhecer muitos colegas semelhantes. Fui convidado a dar palestras, meu consultório encheu. Minha mulher disse que eu estava menos presente, mas era muito mais feliz nos momentos em que estava com minha família. No último ano fui convidado para trabalhar numa casa de parto e há seis meses uma cliente me convidou a assistir o Parto domiciliar dela.

Hoje tenho uma equipe: eu, a clara – aquela enfermeira-Enya – minha esposa que fez um curso de doula e um pediatra que converti á humanização, mas ele raramente precisa aparecer lá. Minha vida agora não tem mais rigidez de horários, metas e patrões. As mulheres são as minhas patroas! Estou sempre a espera para aparar alguém que vai nascer e nada mais. Incrivelmente, a consciência de que eu não preciso fazer muita coisa num parto me trouxe uma imensurável satisfação. Sei que não estou cometendo um erro, ao contrario do que nossa sociedade não preparada acredita. Estou seguindo meu código de ética, respeitando o desejo das mulheres que me procuram e as evidencias cientificas. Desta forma, o que poderia estar errado? Entendi que o corpo feminino é perfeito e que o máximo que precisarei fazer é ajudar, de vez em quando.

Compreendo e pratico o sentido profundo da humanização, não mais o simplista superficial. E agora que o conheço, não resta mais alternativa, não há mais volta. Obrigado pela atenção.

 Assinado: Um ex-cesarista convicto e atual parteiro…


O que fazer para aumentar o volume de LM?

Julho 12, 2009

Algumas orientações:

1) mantenha o bebê o mais próximo possível a vc, no colo, na cama;
2) amamente sempre em livre demanda, sem olhar para o relógio;
3) não troque de peito na mesma mamada, exceto se o bebê recusar o primeiro peito;
4) na mamada seguinte, dê o outro peito;
[- Beba muita água; - se alimente bem (principalmente folhas verde-escuras!); - dar o peito sempre que pedir, sem se preocupar com mais nada, só você e o bebê; - dar o mesmo peito na mesma mamada, pois o primeiro leite (que está armazenado) é mais "aguado"e doce e o segundo tem mais gordura, que engorda o bebê; -DURMA! Nem que seja um pouquinho]
5) use a técnica de compressão da mama, pois ela sim garante que seu bebê vai tomar mais leite:
Técnica de compressão da mama
O que é?
Trata-se de uma técnica muito simples e que proporciona o aumento da ingestão de leite. Com ela, o fluxo torna-se mais potente e as mamadas ficam mais fáceis para o bebê, especialmente aquele que tem dificuldades de se manter desperto ou em sucção ativa. É muito útil em diversas situações, entre elas: – pouco aumento de peso;
- cólicas; – mamadas muito longas e freqüentes; – dutos obstruídos e mastites.

Como fazê-la? Quando o bebê começar a mamar, deixe-o livremente.
Ao perceber que ele parou de sugar, pegue o peito com a mão em forma de concha, bem na base da mama, encostando nas suas costelas e aperte com firmeza, mas sem machucar.
Mantenha pressionando e só solte quando o bebê parar de sugar para, então, recomeçar a compressão.
VÍDEO 1 http://www.youtube.com/watch?v=Ox8ht-EVnQA
VÍDEO 2 http://www.youtube.com/watch?v=HJrBRYxDNSE
VÍDEO 3 http://br.youtube.com/watch?v=1eEYN8l262c&NR=1

Fontes: GONZÁLEZ, Carlos. Un regalo para toda la vida – Guía de la lactancia materna. Madrid: Temas de Hoy, 2006. NEWMAN, J.; PITMAN, T. The Ultimate Breastfeeding Book of Answers. Roseville: Prima, 2000.